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Crise na segurança pública

TRABALHOS (01/03/17)  Nos últimos 20 dias vivemos a pior crise na história do Espírito Santo, que mostrou de santo não ter nada. Nossa força de segurança se trancou dentro dos seus Quartéis, amparados na jocosa desculpa de que suas mulheres impediam a saída deles para as ruas, com o objetivo de conseguirem um vultuoso aumento e melhores condições de trabalho.

Nós nos trancamos dentro das nossas casas, apavorados, muitos, até mesmo com pânico, sentindo que estávamos completamente desprotegidos, e, que a qualquer tempo, até mesmo, nossos lares seriam invadidos. Enquanto isso os nossos governantes demonstravam sua total falta de habilidade para conduzir as relações com seus servidores.

Posso estar errado, inclusive erro muito, mas, tive o sentimento de que fui traído pelos policiais militares, de que eles agiram com covardia e não respeitaram nosso povo capixaba. Os policiais insatisfeitos podem muito bem contratar Advogados para propor ações contra o governo no sentido de conseguirem o reajuste geral anual de suas remunerações. Também podem pedir demissão e se arriscarem na iniciativa privada, que, aliás, é o lugar de quem quer viver melhor. Porquê sabemos, que ao menos na teoria, o serviço público não deveria enriquecer ninguém.

Mesmo assim, essa atitude ruim da PM não justifica o comportamento exageradamente rígido do governo. O secretario de segurança demonstrou total destempero em suas manifestações públicas, o Vice-Governador não demonstrou a que veio, e o Governador, no que pese sentir que seu comportamento de não aceitar negociar está correto, ele não podia fugir ao diálogo.

Esse assunto tem que ser resolvido pelo Governador, que, aliás, é o Comandante Geral das Forças Armadas do nosso Estado. O policiais militares devem bater continência para o Governador. Penso, que o diálogo do Governador, ainda que fosse o Vice em exercício, direto com o policiais e suas famílias, resolveria o impasse. Somente o diálogo, simples, humilde, olho no olho, será capaz de resolver a questão.

Não sou fã da figura do Che Guevara, mas muitos atribuem a autoria dessa famosa frase a ele: “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás”. Não transigir na negociação sim, mas sequer sentar para dialogar, é perder a ternura por completo.

Nós todos sabemos, que o que sequer de verdade é ser ouvido. Ter espaço para relatar suas agruras, seus sofrimento. Realmente a PM sofre com baixos salários e péssimas condições de trabalho. Não que justifique o comportamento de se aquartelarem, mas, também não justifica o comportamento do governo de não aceitar dialogar, de forma descente.





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